Dúvidas do Viajante

Viagem com animais: 8 dicas para a caixa de transporte ideal!

A caixa de transporte é o principal material com que você deve se preocupar ao ir viajar com seu animal de estimação. Afinal, um ambiente diferente, com sons e pessoas diversas podem ser sinônimo de stress para seu cachorro ou gato. Por isso, é ideal que ele esteja seguro e confortável na hora de embarcar.

As caixas de transporte (também conhecidas como kennel) mais comumente aceitas pelas companhias aéreas são as rígidas e as flexíveis (foto abaixo). A primeira é feita de material resistente, com fibra e plástico forte. A segunda opção é composta por materiais acolchoados que garantem o conforto. Elas devem ser compradas pelo passageiro e estarem devidamente identificadas com os dados do dono.

Vale sempre lembrar que caixas de transporte feitas com madeira e palha não são aceitas por nenhuma companhia aérea. Vale citar também que cães-guia têm passe especial nos aviões, a maior parte das empresas aéreas não cobram taxas por transportá-lo e, mesmo pesando mais que o permitido em cabine (entre 7-10kg), ele geralmente pode acompanhar o dono durante o voo. Leia sobre isto e mais ao longo do post!

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Esquerda: caixa de transporte flexível / Direita: caixa de transporte rígida

Caixas de transporte rígidas

  • Vantagens

As caixas de transporte rígidas são feitas de fibra e plástico, dando a estabilidade e a segurança que o nome sugere, mas, para garantir a segurança, procure por materiais fortes e resistentes para que possíveis mordidas e arranhões não furem ou quebrem o kennel.

Como é feita de plástico, é moleza de limpar: só usar água, sabão e colocar para secar!

  • Desvantagens

Como ela não é maleável, você precisará de um lugar dedicado para guardá-la.

A caixa transportadora rígida possui um peso individual. Como o cálculo para embarque é a partir do peso total (animal + caixa de transporte), é importante levar em consideração os limites e regras das companhias aéreas para transporte de animais.

  • Ideal para:

Animais que irão viajar no compartimento de bagagem ou que serão transportados como carga (cachorros e gatos grandes).

Caixas de transporte flexíveis

  • Vantagens

As flexíveis são feitas de pano e de outros materiais que deixam a “caixa” mais acolchoada. Funciona como se fosse uma bolsa. Ela é fácil de guardar (ocupa pouquíssimo espaço) e limpar.

Por causa das suas extremidades maleáveis, outra vantagem é que pode ser encaixada em vários espaços – levando em conta, claro, o bem estar e conforto do seu animal de estimação! Não vale deixá-lo em um espaço muito pequeno.

  • Desvantagens

Por outro lado, carregá-la pode não ser lá muito confortável para seu cachorro ou gato. Isto acontece, pois, a cada vez que você pega a bolsa e levanta, o espaço do seu animal de estimação irá diminuir.

Os movimentos do seu andar também podem causar um certo desconforto e tensão por causa da instabilidade. Tendo alguma coisa lá dentro, como tapete higiênico, panos ou brinquedos, o tamanho ficará ainda mais escasso e tais objetos poderão impressa-lo.

  • Ideal para:

Animais de pequeno porte viajarem na cabine do avião, perto do dono.


Leia também: Como acostumar meu bichinho de estimação com a caixa de transporte?


Como comprar uma caixa de transporte ideal

1. Antes de comprar uma caixa de transporte, leve em consideração quem ela irá transportar. Tire todas as medidas (e o peso!) do seu cachorro ou gato e anote-as: essas informações serão valiosas na hora da escolha;

2. Lembre-se que seu animal de estimação precisa estar totalmente confortável dentro da caixa de transporte: ele tem que ficar de pé (sem encolher ou bater a cabeça no teto), deitar sem se encolher e se movimentar fazendo um círculo em torno de si (360°). Então fica a dica: não compre no tamanho justo do animal, compre maior.

3. Garanta que o kennel tenha aberturas para a passagem de ar. Geralmente elas ficam na frente e nas laterais da caixa transportadora;

4. Verifique se o produto possui segurança extra para que não seja aberto acidentalmente – seja por dentro ou por fora;

5. Compre uma caixa transportadora de qualidade e que seja resistente para garantir a segurança do seu cachorro ou gato, além de poder usá-la mais vezes.

6. Além de confortável, é de suma importância que a caixa transportadora seja impermeável. Portanto, inclua na sua lista um tapete higiênico. O tapete higiênico é impermeável, não deixa os odores subirem e possui fitas que fixam o produto ao longo da caixa, impedindo vazamentos. São geralmente em conta e encontrados em embalagens que lembram fraldas infantis.

7. Não compre caixas com rodinhas, pois pode ser muito perigoso (e provavelmente não serão aceitas na hora do embarque). Qualquer movimento, principalmente no pouso e decolagem, podem fazer seu cachorro ou gato deslizarem pelo avião e ele pode acabar se machucando!

8. Leve em conta também que a caixa transportadora deve ter suas extremidades arredondadas para que seu cachorro ou gato não se machuque.

E no caso dos cães-guia?

Cães-guia (assim como cão-ouvinte ou cão assistente) têm passe especial nos aviões, a maior parte das empresas aéreas não cobram taxas por transportá-lo e, mesmo pesando mais que o permitido em cabine (entre 7-10kg), ele geralmente pode acompanhar o dono durante o voo.

Para que ele possa viajar na cabine junto ao dono, é necessário que o passageiro tenha a identificação do cão, assim como o comprovante de treinamento e as vacinas do cachorro.

Em voos nacionais geralmente é pedido:

  1. Carteira de identificação com: nome do usuário e do cão, nome do centro de treinamento ou do instrutor, número do CNPJ do centro ou CPF do instrutor, foto do usuário e do cão.
  2. Placa de identificação com: nome do usuário e do cão, nome do centro de treinamento ou do instrutor, número do CNPJ do centro ou do CPF do instrutor.
  3. Carteira de Vacinação atualizada com: comprovação da vacina múltipla, da vacina anti-rábica e do tratamento anti-helmíntico. Todas feitas por um médico veterinário credenciado.

Em voos internacionais geralmente é pedido:

  1. Carteira de identificação com: nome do usuário e do cão, nome do centro de treinamento ou do instrutor, número do CNPJ do centro ou CPF do instrutor, foto do usuário e do cão.
  2. Placa de identificação com: nome do usuário e do cão, nome do centro de treinamento ou do instrutor, número do CNPJ do centro ou do CPF do instrutor.
  3. Certificado Zoossanitário Internacional: feito pelo Posto de Vigilância Agropecuária Internacional, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Para saber mais sobre como viajar com animais confira o infográfico criado pelo Amor aos Pets.

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